Blog
Resistência à insulina interfere no emagrecimento e pode permanecer silenciosa por anos

*Essa matéria conta com a colaboração da médica Dr. Bruno Barreto
Condição metabólica altera o funcionamento hormonal, favorece o acúmulo de gordura e exige abordagem clínica estruturada para tratamento
Os medicamentos destinados à perda de peso atravessaram uma notável evolução científica e hoje integram o arsenal terapêutico da obesidade. O desenvolvimento dessas terapias elevou significativamente os níveis de segurança e eficácia, embora o uso sem orientação médica possa desencadear reações adversas e comprometer os resultados. A Dra. Carol Almeida, médica do Núcleo GA**, ressalta a importância de uma abordagem multiprofissional e do combate ao estigma que ainda cerca essas medicações.
O preconceito relacionado aos medicamentos para emagrecimento tem origem em uma época em que os fármacos disponíveis provocavam efeitos adversos consideráveis, incluindo taquicardia e alterações psiquiátricas. "Embora o passado tenha deixado marcas, a ciência avançou consideravelmente e os tratamentos atuais passaram por rigoroso desenvolvimento e avaliações contínuas", esclarece a Dra. Carol.
Atualmente, existe um diversificado arsenal de substâncias aprovadas para o tratamento da obesidade e transtornos como a compulsão alimentar: medicamentos tradicionais, formulações oficialmente reconhecidas e os dispositivos subcutâneos conhecidos como "canetinhas", que incluem liraglutida, semaglutida e versões mais recentes. Essas medicações atuam nos hormônios intestinais, promovem saciedade prolongada, retardam o esvaziamento gástrico e auxiliam no controle da resistência à insulina. "Os análogos de GLP-1 e GIP representam um avanço significativo no manejo da obesidade, apresentando resultados clínicos consistentes", destaca a médica.
A redução de peso demanda atenção especial à preservação da massa muscular e à manutenção de hábitos saudáveis. Sem atividade física e alimentação adequada, ocorre perda de massa magra, sensação de fraqueza e dificuldade para sustentar o peso reduzido. "A medicação é eficaz, porém não atua isoladamente. Exercícios de resistência e planejamento alimentar estruturado são indispensáveis", afirma a Dra. Carol Almeida. Musculação, Pilates e treinos resistidos contribuem significativamente para preservar e recuperar a musculatura.
O uso inadequado pode desencadear náuseas intensas, vômitos e necessidade de hospitalização. Existem também contraindicações, como em pacientes com diabetes tipo 1, o que torna a avaliação médica essencial para identificar riscos e ajustar dosagens.
De acordo com a Dra. Carol Almeida: "Tratamento seguro não significa ausência de riscos. A prescrição médica é fundamental para a condução apropriada e o manejo de eventuais efeitos adversos."
O tratamento farmacológico representa apenas uma dimensão de uma atenção abrangente, que inclui alimentação equilibrada, exercício físico e acompanhamento profissional. Novas medicações em estudo prometem maior eficácia e melhor tolerabilidade. Para ampliar o acesso ao tratamento, é essencial reduzir o estigma e reconhecer a obesidade como doença crônica. "A obesidade precisa ser compreendida como condição de saúde legítima, que requer abordagem médica qualificada, sem julgamentos ou preconceitos", conclui a médica.
**Dra. Carol Almeida - Médica
CRM-BA 17082 | CRM-PE 21178 | CRM-SP 245003 |
Condição metabólica altera o funcionamento hormonal, favorece o acúmulo de gordura e exige abordagem clínica estruturada para tratamento
Os medicamentos destinados à perda de peso atravessaram uma notável evolução científica e hoje integram o arsenal terapêutico da obesidade. O desenvolvimento dessas terapias elevou significativamente os níveis de segurança e eficácia, embora o uso sem orientação médica possa desencadear reações adversas e comprometer os resultados. A Dra. Carol Almeida, médica do Núcleo GA**, ressalta a importância de uma abordagem multiprofissional e do combate ao estigma que ainda cerca essas medicações.
O preconceito relacionado aos medicamentos para emagrecimento tem origem em uma época em que os fármacos disponíveis provocavam efeitos adversos consideráveis, incluindo taquicardia e alterações psiquiátricas. "Embora o passado tenha deixado marcas, a ciência avançou consideravelmente e os tratamentos atuais passaram por rigoroso desenvolvimento e avaliações contínuas", esclarece a Dra. Carol.
Atualmente, existe um diversificado arsenal de substâncias aprovadas para o tratamento da obesidade e transtornos como a compulsão alimentar: medicamentos tradicionais, formulações oficialmente reconhecidas e os dispositivos subcutâneos conhecidos como "canetinhas", que incluem liraglutida, semaglutida e versões mais recentes. Essas medicações atuam nos hormônios intestinais, promovem saciedade prolongada, retardam o esvaziamento gástrico e auxiliam no controle da resistência à insulina. "Os análogos de GLP-1 e GIP representam um avanço significativo no manejo da obesidade, apresentando resultados clínicos consistentes", destaca a médica.
A redução de peso demanda atenção especial à preservação da massa muscular e à manutenção de hábitos saudáveis. Sem atividade física e alimentação adequada, ocorre perda de massa magra, sensação de fraqueza e dificuldade para sustentar o peso reduzido. "A medicação é eficaz, porém não atua isoladamente. Exercícios de resistência e planejamento alimentar estruturado são indispensáveis", afirma a Dra. Carol Almeida. Musculação, Pilates e treinos resistidos contribuem significativamente para preservar e recuperar a musculatura.
O uso inadequado pode desencadear náuseas intensas, vômitos e necessidade de hospitalização. Existem também contraindicações, como em pacientes com diabetes tipo 1, o que torna a avaliação médica essencial para identificar riscos e ajustar dosagens.
De acordo com a Dra. Carol Almeida: "Tratamento seguro não significa ausência de riscos. A prescrição médica é fundamental para a condução apropriada e o manejo de eventuais efeitos adversos."
O tratamento farmacológico representa apenas uma dimensão de uma atenção abrangente, que inclui alimentação equilibrada, exercício físico e acompanhamento profissional. Novas medicações em estudo prometem maior eficácia e melhor tolerabilidade. Para ampliar o acesso ao tratamento, é essencial reduzir o estigma e reconhecer a obesidade como doença crônica. "A obesidade precisa ser compreendida como condição de saúde legítima, que requer abordagem médica qualificada, sem julgamentos ou preconceitos", conclui a médica.
**Dra. Carol Almeida - Médica
CRM-BA 17082 | CRM-PE 21178 | CRM-SP 245003 |